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Jogamos: Kingdom Hearts 3 expande conceitos da franquia e impressiona

Durante a Brasil Game Show 2018, a maior feira de jogos da América Latina que aconteceu de 10 a 14 de outubro em São Paulo, tivemos a oportunidade de experimentar Kingdom Hearts 3 pela primeira vez no Brasil, tanto em suas versões para PlayStation 4 como também para Xbox One.

A seguir, vocês podem conferir as nossas primeiras impressões sobre este que é um dos principais lançamentos agendados para o próximo ano.

O longo período de espera não foi à toa

Kingdom Hearts 3 impressiona logo de início graças à sua qualidade visual. É possível observar que houve capricho e carinho em cada pormenor gráfico por parte da equipe de desenvolvimento, dos cenários ao cabelo do protagonista Sora.

A demonstração disponibilizada já deixava claro que ela não seria algo pequeno ou vazio, mas sim grande e capaz de transmitir vários detalhes sobre o que será possível esperar da aventura dos nossos heróis — pelo menos em relação à jogabilidade.

De início, a demo testada apresentou duas opções de mundos que podiam ser experimentados pelo jogador: o primeiro é Olympus, mundo baseado nos filmes de Hércules, e a segundo é Toy Box, baseado em Toy Story.

OLYMPUS

Olympus já começa com Sora, ainda usando seus trajes de Kingdom Hearts 2, e seus amigos sendo atacados pelo Titã de pedra e tendo como objetivo subir uma montanha enquanto rochas são arremessadas pelo monstro do topo.

Este momento consistia em uma batalha contra chefe, estrelando mecânicas próprias: a movimentação se dava pelas paredes maneira automática durante as subidas, demonstrando que o jogo deve seguir uma linhagem mais prática e intuitiva para a locomoção nos cenários em determinados contextos da jogatina. Ao chegar no Titã, logo se percebe que o combate também foi otimizado com esta ideia graças à expansão que os “Reactions Commands” — comandos rápidos que surgem em meio ao combate para auxiliar o jogador — tiveram, agora abrangendo habilidades novas e combos de habilidades — como usar uma magia e logo em seguida usar suas versões mais fortes —, as transformações que a Keyblade adquire etc.

Evidentemente, características mais tradicionais também estão presentes, com destaque para as invocações que ajudam durante os combates, que agora se chamam Link e que, para este mundo, giraram em torno dos Dream Eaters — criaturas fofas introduzidas em Kingdom Hearts Dream Drop Distance.

TOY BOX

Já em Toy Box, é apresentado um pouco do conteúdo de história do game com cenas que iremos detalhar mais para frente no texto. O foco no momento é dizer como este mundo tinha o objetivo de demonstrar mais a exploração e a grandiosidade dos cenários, tal como a casa do Andy, que tem tanto seu quarto quanto seu quintal e a rua para ser explorada no mesmo ambiente, sem nenhuma transição ou tela de carregamento. As mecânicas de combate também são exploradas neste momento, mas agora contra múltiplos inimigos.

MÚSICAS

As músicas presentes nesta demo são lindas e envolventes. É de senso comum que, para qualquer fã de Toy Story, é de se alegrar e arrepiar quando começa a tocar a melodia “Amigo Estou Aqui”, um dos temas do filme. Em Olympus, sua música encorajadora transmite uma sensação de urgência e emoção completamente compatível com a situação de perigo iminente.

Havia pequenos indícios dos eventos que poderão ser retratados durante a história

Apesar de esta ser uma demonstração que já havia sido liberada ao público há alguns meses, é normal que muitas pessoas não desejam assistir às cutscenes da história antes da experiência completa ser lançada para não receber spoilers. Porém, a preocupação delas é real, visto que, em alguns diálogos, é apresentado mais sobre a história e as novidades que estão por vir, mesmo que sendo de uma forma extremamente sutíl — arrisco dizer que isso acontece de maneira quase imperceptível.

Logo no começo de Toy Box, é demonstrado que Sora é um brinquedo mundialmente vendido e conhecido como “Yozora” — o que é de se espantar, pois é a primeira vez em toda a série que o personagem é introduzido dentro do universo.

Junto deste detalhe, outro ainda mais sutíl é apresentado em outra cena do mesmo mundo, quando o vilão Young Xehanort surge e diz que havia dividido aquele mundo em dois. Isto ainda é algo confuso, pois não se sabe o método que ele usou para isto, mas este detalhe já nos mostra que, provavelmente, muito da história ainda não foi contado e que os trailers podem ser apenas a “ponta do iceberg”.

Kingdom Hearts 3 caminha para elevar a franquia a um novo patamar

A demonstração apresentada serviu extremamente bem ao seu propósito: confirmar que Kingdom Hearts 3 está sendo produzido com amor, carinho e toda a atenção da equipe da Square Enix. Os adiamentos foram bem aproveitados e não foram em vão.

A impressão que prevaleceu foi a de que Kingdom Hearts 3 é um jogo belo, com uma ótima jogabilidade que expandiu tudo que foi introduzido nos títulos anteriores ao mesmo tempo em que traz mecânicas novas. A trilha sonora, que sempre foi um dos pontos fortes da franquia, também não decepciona: ela é envolvente e o seu papel em conjunto com a contagem da história certamente emocionará muitos fãs e gerará reflexões sobre os momentos reservados aos jogadores.

Com toda a certeza, Kingdom Hearts 3 tem o potencial para ser um dos melhores jogos de 2019, fazendo juz às expectativas dos fãs que se faz constante desde 2013.